10 de fev de 2026 às 15:32
Todos os dias, o Sino dos Não-Nascidos toca na cidade italiana de San Remo para lembrar as crianças deliberadamente abortadas.
O sino toca todos os dias às 20h desde 28 de dezembro, data em memória dos Santos Inocentes, como parte do projeto pró-vida iniciado em 2020 na Polônia pela Fundação Sim à Vida.
Desde então, vários sinos tocaram em diferentes países ao redor do mundo. Na diocese de San Remo-Ventimiglia, o bispo, Antonio Suetta, tem sido alvo de ataques.
Diante das tentativas de silenciar o bispo, especialmente por parte do Partido Democrático e da esquerda, como as do conselheiro regional Enrico Ioculano, do vereador Eduardo Verda e de Maria Spinozi, representante do Ventimiglia Progressista, a associação italiana Pro Vita & Famiglia (Pró-Vida e Família) lançou uma petição em apoio a Monsenhor Suetta, que já ultrapassou 45 mil assinaturas.
Sua porta-voz, Maria Rachele Ruiu, disse à ACI Prensa, agência em espanhol da EWTN, que o bispo “foi descrito nos jornais como um solitário, um louco e até mesmo violento”. Ela disse que pequenas manifestações estudantis ocorreram lideradas por membros de sindicatos, que disseram que a iniciativa “era contra as mulheres”.
“Depois dos ataques, lançamos essa petição, na qual milhares de cidadãos expressaram seu apoio ao bispo”, disse Ruiu, que também denuncia que pessoas e associações pró-vida “são constantemente silenciadas”.
Em resposta aos ataques contra o bispo Suetta, Ruiu lamenta que atualmente seja impossível “ter um debate calmo sobre o aborto”.
“Hoje é quase um dogma: quem o põe em dúvida corre o risco de ser linchado, maltratado, como aconteceu com o bispo”, disse ela.
“Ele encorajou todos os pró-vida a serem sinos que ressoam no dia a dia, sem medo, e é por isso que estamos lançando este desafio a todos os cidadãos italianos, para que participem da coleta de assinaturas e incentivem o sino das crianças não nascidas a tocar em todas as cidades, vilas e dioceses da Itália”, disse Ruiu.
Receba as principais de ACI Digital por WhatsApp e Telegram
Está cada vez mais difícil ver notícias católicas nas redes sociais. Inscreva-se hoje mesmo em nossos canais gratuitos:
A porta-voz da associação pró-vida italiana enfatiza que “há muitas pessoas de boa vontade que não temem a reação da mídia por defenderem a vida”, já que, diz ela, “existem veículos de comunicação que buscam censurá-las e até mesmo atacá-las pessoalmente”.
“Não temos medo, não vamos parar de lutar pelo fim do aborto”, diz Ruiu. “Embora sejamos sistematicamente silenciados ou denegridos, muitas de nós queremos reafirmar que o nascituro é como nós, um ser humano como nós, e é injusto tirar-lhe o primeiro direito fundamental do qual todos os outros dependem: o direito à vida”.
Para Maria Rachele Ruiu, ataques como o que Suetta recebeu serão para a associação “um motor para um compromisso ainda maior, porque não é só um ataque muito sério que o bispo recebeu pessoalmente, mas um ataque a qualquer pessoa que tente contar uma história diferente sobre as mulheres”.
Ruiu lamenta que hoje em dia não sejam oferecidas alternativas ao aborto para mulheres que temem uma gravidez inesperada.
“O aborto é doloroso para as mulheres, e isso é sempre negado”, diz ela. “Queremos cuidar da criança no útero da mãe, mas também queremos cuidar da mãe. Não queremos abandonar ninguém”.
Os membros da associação visitaram o bispo de San Remo, a quem entregaram as 45 mil assinaturas que haviam coletado. “Ele nos recebeu com grande generosidade e nos encorajou a participar da manifestação nacional pró-vida na Itália, que acontecerá em junho”, concluiu. “Ele também nos disse que não vai parar, que não vai recuar, e exortou a todos a serem corajosos, a não recuarem e a levantarem suas vozes quando necessário”.

More Stories
Por que a consagração a são José é tão popular hoje
Bispo de Jundiaí sedia encontro dos grupos católicos LGBT+ de São Paulo em sua casa
Mulheres consagradas em Roma encontram cura com santa Hildegarda