Aqui trabalhamos dentro de regras, com equilíbrio e respeito entre os Poderes. Essa foi, em essência, a mensagem que a Suprema Corte dos Estados Unidos transmitiu ao atual ocupante da Casa Branca, Donald Trump.
Em outras palavras: pode-se exercer força política, mas não soberania absoluta. As instituições americanas lutam para permanecer saudáveis e funcionais. Foi com esse espírito que amanhecemos neste 20 de fevereiro de 2026, com a notícia amplamente divulgada pelos maiores veículos de comunicação dos Estados Unidos e do mundo.
A Suprema Corte decidiu que o presidente Donald Trump não possui autoridade, sob a Lei de Poderes de Emergência (IEEPA), para impor tarifas amplas sem a aprovação do Congresso. Ainda que saibamos que houve exceções, como nos casos do aço e do alumínio, baseadas em legislação distinta ligada à segurança nacional, a decisão representa uma limitação significativa ao uso de poderes executivos nessa área. Essas tarifas específicas continuam em vigor e ainda impactam o Brasil e outros países exportadores.
Qual será o próximo passo de Trump e sua equipe, não sabemos. No entanto, seu poder nessa matéria sofreu redução considerável.
Não foi necessário esperar muito: hoje mesmo Trump reagiu à Suprema Corte americana, impondo impostos gerais, com teto de 15%, às nações já anteriormente sancionadas. Ele e sua equipe já vinham trabalhando há algum tempo com a possibilidade de a Suprema Corte dificultar a atuação de seu governo nessa área. Seguiremos observando o jogo político para ver onde tudo terminará após os “90 minutos”.
Em 3 de novembro de 2026, os Estados Unidos realizarão as eleições de meio de mandato (midterm elections), quando estarão em disputa todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e parte do Senado. Hoje, os republicanos detêm maioria nas duas Casas, mas o cenário pode mudar após o pleito — e isso permanece uma incógnita. Pelo ambiente político atual, os ventos não parecem totalmente favoráveis ao governo.
No Brasil, por sua vez, as eleições gerais ocorrerão em 4 de outubro de 2026 (primeiro turno), com eventual segundo turno previsto para 25 de outubro de 2026, caso necessário. Lá também serão decididos rumos importantes para o Executivo e o Legislativo.
A política, tanto aqui quanto no mundo, é uma caixa de surpresas — muitas vezes, uma verdadeira caixa de pólvora. Nela circulam poder e dinheiro em grande escala.
Faz-se necessário educarmo-nos politicamente, para que saibamos, com consciência clara e responsabilidade, como depositaremos nosso voto nas urnas, seja aqui nos Estados Unidos, seja no Brasil.
Que Deus nos dê discernimento.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
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