26 de fev de 2026 às 09:10
A Assembleia Nacional Francesa aprovou ontem (25), em segunda leitura, um projeto de lei que visa legalizar a eutanásia e o suicídio assistido na França.
Sob o nome de “direito de ajudar a morrer”, a iniciativa busca legalizar a administração de drogas letais a pacientes que desejam pôr fim às suas vidas.
Depois de sua aprovação anterior em maio do ano passado, a Câmara Baixa francesa submeteu essa proposta a nova votação, que foi aprovada por 299 votos a favor e 226 contra, ou seja, 27 rejeições a mais do que na votação anterior.
O texto legislativo seguirá agora para o Senado, que já havia rejeitado a iniciativa no mês passado, depois de sua aprovação na Assembleia Nacional.
Na sessão, um segundo projeto de lei para ampliar o acesso aos cuidados paliativos também foi votado e aprovado por unanimidade.
Nos meses que antecederam a votação, os fiéis e a Igreja na França se mobilizaram para conscientizar e alertar sobre as consequências desse projeto de lei. A Conferência Episcopal Francesa (CEF) emitiu uma declaração defendendo os cuidados paliativos como “a única resposta adequada às situações difíceis do fim da vida”.
Ela alertou que a legalização da eutanásia ou do suicídio assistido no país “mudaria profundamente a natureza do nosso contrato social”. Por isso, exortou a todos a “proteger a vida até o fim” e disse que a vida “não é preservada tirando-a”.
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O bispo de Bayonne, Marc Aillet, chamou a atenção dos fiéis para a “extrema gravidade” dessa lei e para as “terríveis consequências” que sua adoção acarretaria.
A pedido da CEF, fiéis de todo o país fizeram um dia de oração e jejum em 20 de fevereiro.
Ludovine de la Rochère, presidente da União das Famílias, organização que defende e promove os interesses das famílias diante das autoridades públicas, denunciou o “extremismo ideológico” dos que estão promovendo essa iniciativa.
Em comunicado divulgado depois da votação, a presidente do movimento pró-vida La Manif pour Tous disse ser necessário continuar falando claramente sobre “o conteúdo de um texto tão escandaloso e perigoso”.
Na opinião dela, essa proposta de lei “divide profundamente a sociedade numa questão que deveria nos unir” e ela disse que “viver com dignidade” é o projeto que une os franceses.
“Isso exige que se aborde a dor por meio do desenvolvimento de unidades de cuidados paliativos e um renovado senso de comunidade”, disse ela. “Ninguém mata por amor. O amor não mata”.

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