26 de fev de 2026 às 10:30
O bispo de Setúbal, Portugal, cardeal Américo Aguiar, enviou uma mensagem ao arcebispo de Salvador (BA), cardeal Sérgio da Rocha, por ocasião dos 475 anos de criação da diocese de São Salvador da Bahia. No texto, dom Américo recordou o que chamou de “laços espirituais” entre as dioceses portuguesa e a brasileira.
A arquidiocese de Salvador é a primeira diocese do Brasil. Ela foi criada em 25 de fevereiro de 1551, pelo papa Júlio III, através da bula Super specula militantis ecclesiae. Em 16 de novembro de 1676, o papa Inocêncio XI a elevou à arquidiocese e sede metropolitana, através da bula Inter Pastoralis Officii Curas.
No último dia 22 de fevereiro, o arcebispo Sérgio da Rocha celebrou uma missa de abertura do Ano Jubilar Arquidiocesano, que comemora os 475 anos de criação da diocese e os 350 anos de sua elevação à arquidiocese.
Em sua mensagem, o cardeal Américo Aguiar disse que “esta efeméride reveste-se de particular significado também para a Igreja que está em Setúbal”. Primeiramente, disse, porque “o primeiro bispo de São Salvador da Bahia, D. Pedro Fernandes Sardinha, era natural da cidade de Setúbal — terra que, desde 1975, é sede da nossa jovem diocese, mas cuja história cristã é muito mais antiga e fecunda”.
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O cardeal disse que “ganha ainda especial relevo um outro laço espiritual que une profundamente as nossas Igrejas: a devoção ao Senhor do Bonfim”. “Também ela tem raízes em Setúbal, de onde partiu para a Bahia, encontrando no coração do povo baiano uma extraordinária expressão de fé, de esperança e de confiança no Senhor Crucificado”, disse dom Américo. Segundo ele, “esta devoção, hoje tão identitária da arquidiocese de São Salvador, permanece sinal eloquente de comunhão entre as nossas terras irmãs”.
A devoção ao Senhor do Bonfim foi trazida para o Brasil em 1745 pelo capitão da Marinha Portuguesa, Theodósio Rodrigues de Faria, que prometeu durante uma tempestade que levaria para Salvador, a primeira capital do Brasil, uma imagem do Senhor do Bonfim, originária de Setúbal, Portugal, e uma imagem de Nossa Senhora da Guia.
Para dom Américo, “à luz desta história partilhada, contemplamos a beleza da Igreja que é missionária por natureza, enviada além-mar para anunciar o Evangelho”. O bispo português considera a nomeação de dom Pedro Sardinha primeiro bispo de Salvador um “sinal de envio e responsabilidade evangelizadora: de Setúbal para o mundo, ao serviço de Cristo e da sua Igreja”.
“Ao celebrar os 475 anos da vossa Igreja particular — Primaz do Brasil e berço de tantas expressões de fé, cultura e missão — damos graças pelos incontáveis frutos de santidade, pela dedicação dos pastores, pela generosidade dos consagrados e pelo testemunho fiel do santo povo de Deus”, disse o cardeal Américo Aguiar, ao se unir “espiritualmente às celebrações jubilares”.

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