Que o PSB tem todo o direito de disputar as eleições de 2026, e na cabeça de chapa, é até natural. A questão é: quem, dentre as lideranças do partido, tem capilaridade eleitoral para ser alçado a sucessor do governador João Azevêdo.
Também precisa ser alguém que agregue aliados e que estes invistam nessa candidatura. Achar que só com transferência de voto, ou com a máquina na mão, se ganha a eleição, é subestimar uma oposição que já se articula.
A conjuntura até lá também conta. Primeiro, se João Azevedo vai chegar a 2026 com a boa avaliação que carrega atualmente.
Segundo, se os aliados, leia-se Progressistas, PSD e Republicanos estarão dispostos a abrir de mão de projetos próprios e abraçar o PSB.
Terceiro, em que pese esses partidos acima não comprarem a ideia, pode-se pensar em uma união das esquerdas que, nas últimas eleições, têm se dividido. Afora o PSB, se pensa no PT, embalado por um possível projeto a reeleição do presidente Lula. Mas, repito, não dá para confiar apenas em transferência de voto.
Esta semana, o presidente do PSB na Paraíba, deputado federal Gervásio Maia, afirmou já ter tratado do assunto com João.
“Defendo que o PSB tenha candidatura a governador. Já conversei com o governador sobre isso porque é um projeto grandioso“, revelou.
Blog da Sony Lacerda
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