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Cerca de 40 mil fiéis participam da Caminhada Penitencial Frei Bruno em Santa Catarina

A 36ª Caminhada Penitencial Frei Bruno reuniu uma multidão na manhã de domingo (1º) em Joaçaba (SC). Segundo a Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, a estimativa foi de “quase 40 mil pessoas”, que percorreram as ruas da cidade recordando o servo de Deus frei Bruno Linden. Neste ano, a iniciativa se uniu ao jubileu franciscano pelos 800 anos da morte de são Francisco de Assis.

A caminhada saiu do santuário catedral Santa Teresinha e seguiu em direção ao cemitério Frei Edgar, onde estão os restos mortais de frei Bruno. O percurso foi de pouco mais de quatro quilômetros.

Além dos devotos do servo de Deus, a caminhada contou com a presença frades da Província da Imaculada, entre eles o vigário provincial, frei Gustavo Medella, o definidor, frei Gilson Kammer, o vice-postulador da causa de frei Bruno, frei Alex Sandro Ciarnoscki, e os noviços de Rodeio (SC), conduzidos pelo mestre, frei João Francisco da Silva.

Segundo os franciscanos, neste ano, durante o trajeto, as orações e comentários destacaram a figura de frei Bruno como “frade franciscano, filho espiritual de São Francisco que doou a vida com generosidade em favor do Evangelho de Cristo”.

Frei Bruno Linden

Frei Bruno Linden nasceu em 8 de setembro de 1876, em Düsseldorf, Alemanha. Seu nome de batismo era Humberto Linden Jr. Com quase 18 anos, ingressou no noviciado dos franciscanos em Harreveld, Holanda. Tomou o hábito em 13 de maio de 1894. Logo depois, foi enviado como missionário para o Brasil. Chegou a Salvador (BA) em 12 de julho de 1894.

Em Salvador, frei Bruno completou o noviciado, estudou Filosofia e Teologia e fez profissão solene em 19 de maio de 1898. Depois, foi enviado para Petrópolis (RJ), onde foi ordenado padre em 10 de maio de 1901.

Em 1904, chegou a Gaspar (SC). Passou ainda por São José (SC), Não-Me-Toque (RS), Rodeio (SC), Xaxim (SC).

Chegou a Joaçaba em 1956 e passou seus últimos anos nessa cidade. Morreu em 25 de fevereiro de 1960, aos 83 anos. O processo de beatificação de frei Bruno foi aberto em 2013.

“Frei Bruno foi um religioso que se dedicou à igreja católica com fervorar, fé, devoção e entusiasmo, sua personalidade é lembrada por ser uma pessoa simples, pobre, humilde, zelosa, caridosa e de gestos gentis, retratando de maneira fiel os traços mais marcantes de um genuíno frade menor, segundo a mete e do modo de São Francisco de Assis”, diz o site da catedral de Joaçaba.

O túmulo de frei Bruno está no cemitério Frei Edgar, em Joaçaba, e é visitado por fiéis em oração para fazer agradecimentos e pedidos. Na cidade catarinense também há uma estátua de frei Bruno, de 37 m de altura, que fica no alto do Morro Panorâmico.

Missionário franciscano em terras brasileiras

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Quando a caminhada chegou ao cemitério Frei Edgar, o bispo de Joaçaba, dom Mário Marquez, celebrou a missa próximo à sepultura de frei Bruno. Em sua homilia, ele relacionou a trajetória de frei Bruno como missionário franciscano ao Evangelho do dia (Mt 17,1-9), da transfiguração de Jesus.

“Ao ouvirmos Jesus convidar Pedro, Tiago e João para caminharem juntos e subirem ao Monte Tabor, lugar onde Jesus se manifesta gloriosamente para uma experiência de fé diante dos seus discípulos, podemos pensar em frei Bruno, que deixou sua terra natal, a Alemanha, para ser missionário franciscano em terras brasileiras”, disse o bispo. Segundo ele, no Brasil, o franciscano “andou por vales e montanhas grande parte de sua vida, evangelizando as terras catarinenses e, por fim, a nossa querida Joaçaba, onde ele descansou, concluindo a sua trajetória entre nós”.

Dom Mário agradeceu a presença dos fiéis da caminhada e as pessoas que acompanharam pelos meios de comunicação. “Este é o nosso amigo e intercessor, o Servo de Deus, Frei Bruno, que intercede por nós, peregrinos e romeiros. Que ele cuide e interceda por cada um de nós”, disse.

O vigário provincial, frei Gustavo Medella, relacionou a caminhada à visita aos restos mortais de são Francisco expostos pela primeira vez, em Assis, Itália. Segundo ele, pouco depois da abertura das inscrições para a vista aos restos mortais de são Francisco, mais de meio milhão de pessoas se inscreveram. “Tenho certeza de que nenhuma delas estava interessada em ver alguns ossos dentro de um recipiente de vidro, mas desejavam se encontrar com um homem que permanece vivo: Francisco de Assis, que segue vivo na glória dos santos, no legado que deixou, no testemunho e no trabalho de cada irmão ou irmã da família franciscana”, disse e acrescentou: “Também hoje, aqui estamos para um encontro de vida com um homem que permanece vivo, frei Bruno Linden. Vivo na fidelidade a Jesus Cristo, na dedicação missionária e em todo o bem que realizou”.

Frei Gustavo incentivou a “continuar rezando” para que a beatificação de frei Bruno “ocorra o quanto antes, no tempo de Deus”.

O vice-postulador da causa de beatificação, frei Alex Sandro Ciarnoscki, fez uma retrospectiva das etapas percorridas desde o início da fase diocesana do processo, há 12 anos. Segundo ele, o último passo dado foi em outubro de 2025, quando o postulador da Ordem Franciscana anunciou que a documentação preparada e enviada ao dicastério para a Causa dos Santos da Santa Sé tinha sido aprovada. Agora, falta a análise de um grupo de peritos e bispos para, depois, o papa reconhecer as virtudes heroicas de frei Bruno e, com isso, o franciscano passará a ser “venerável”.

“Não sabemos exatamente quando este passo será dado, mas vamos continuar rezando com fé”, disse o frei Alex. Para ele, “seria uma grande graça se este reconhecimento da Igreja viesse neste ano jubilar franciscano”.

Jubileu Franciscano

Depois da caminhada, por volta das 11h, paroquianos das presenças da Província Franciscana da Imaculada em Santa Catarina se reuniram na igreja de São João Batista, em Luzerna (SC), para celebrar o jubileu franciscano pelos 800 anos da morte de são Francisco de Assis.

O momento oracional, disseram os franciscanos, contou com leituras das Fontes Franciscanas, do Evangelho, e músicas e “recordou seis aspectos da vida franciscana colocados em destaque neste jubileu, denominados como ‘As seis etapas do legado de Francisco’: Misericórdia, Oração, Fraternidade, Trabalho, Paz e Bênção”.

Os participantes também renovaram a fé pela oração do Credo e rezaram pelo papa Leão XIV, “atendendo – junto com a Comunhão Eucarística na celebração da caminhada – aos requisitos para a obtenção da indulgência plenária por ocasião da peregrinação jubilar”.

FONTE: ACI Digital