Na declaração conjunta da semana passada na qual listaram uma série de metas a serem cumpridas com o restabelecimento das relações entre os dois países, Brasil e Venezuela citaram o combate a crimes dos quais o próprio ditador Nicolás Maduro é acusado.
Entre os itens citados no documento, está “estabelecer mecanismos de coordenação binacional com vistas ao combate ao crime organizado, tráfico de drogas e armas de fogo e outros delitos correlatos”.
Em 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos colocou Maduro e 14 atuais e ex-altos funcionários venezuelanos numa lista de acusados de narcoterrorismo, corrupção, narcotráfico e outras acusações criminais.
A declaração conjunta entre Brasil e Venezuela também menciona o objetivo de “atuar em conjunto para identificar e coibir crimes transfronteiriços ligados à mineração, inclusive em áreas de preservação ambiental e em territórios indígenas, e ao comércio ilegal de ouro”.
Maduro é acusado de ter aumentado a criminalidade e a devastação na Amazônia venezuelana por meio do fracassado projeto Arco Mineiro do Orinoco.
Um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) destacou que “o regime de Maduro usou empresas estatais e forças de segurança para legitimar a extração mineral criminosa, colaborando com grupos criminosos para minerar, processar e transportar minerais”.
“Em quase todas as etapas do processo de mineração, as forças de segurança do Estado pegam sua parte, abastecendo o que hoje é um dos países mais corruptos do mundo”, destacou o CSIS.
A declaração conjunta da semana passada também enfatiza “a necessidade de aumentar a articulação dos órgãos de inteligência e fortalecer as redes de informação dos dois países”. Leia reportagem completa sobre o assunto.
More Stories
No sexto dia de conflito, Israel lança onda de ataques contra Teerã
Apagão da internet no Irã já ultrapassa 120 horas
Turquia afirma que míssil do Irã foi destruído pelas defesas da Otan