O deputado federal paraibano Cabo Gilberto Silva (PL/PB) cobrou, durante entrevista nesta quinta-feira (05), celeridade nas investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e parlamentares citados em relatório da corporação.
Segundo informações que vieram à tona a partir da análise de dados eletrônicos realizada pela Polícia Federal, os presidentes nacionais do União Brasil, Antonio Rueda, e do Progressistas, Ciro Nogueira, são citados em relatório investigativo que apura uma suposta ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com o documento, os dirigentes partidários teriam sido mencionados em conversas relacionadas a possíveis articulações parlamentares que poderiam beneficiar o Banco Master. Entre os pontos analisados pelos investigadores está uma proposta que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para a instituição financeira.
Apesar de aparecerem no relatório da Polícia Federal, nem Rueda nem Ciro Nogueira foram alvos de mandados de busca e apreensão na operação realizada até o momento. O caso, no entanto, segue em investigação e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.
Líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto afirmou que o episódio precisa ser apurado com rigor e rapidez. Segundo ele, eventuais responsabilidades devem ser esclarecidas pela Justiça.
“Quem estiver envolvido em qualquer tipo de crime vai ter que pagar perante a Justiça”, declarou o parlamentar paraibano.
Mesmo integrando a base política que mantém proximidade com setores ligados ao campo bolsonarista, Cabo Gilberto defendeu que as investigações avancem sem distinção partidária.
Para o deputado, a prioridade deve ser garantir transparência e esclarecer qualquer suspeita envolvendo recursos públicos ou influência política em decisões que possam beneficiar instituições financeiras.
Sobre o suicídio
Um dos pontos que mais chamaram atenção na fala do parlamentar foi quando ele levantou dúvidas sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como operador ligado ao banqueiro investigado.
“Ontem morreu uma pessoa sob custódia do Estado. Por que essa pessoa morreu? Será que ela foi suicida mesmo? Ou suicidaram ela?”, questionou o deputado, colocando em xeque uma suporta queima de arquivo.
Segundo a Polícia Federal, Mourão teria tentado suicídio dentro da cela após ser preso na operação. Policiais realizaram procedimentos de reanimação e acionaram o Samu antes de ele ser encaminhado ao hospital.
A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais informou que o investigado chegou a ser levado para o CTI e que foi iniciado o protocolo para confirmação de morte cerebral.
A Polícia Federal informou, no entanto, que toda custódia de Sicário foi filmada e não há pontos cegos sobre como tudo aconteceu.
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