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Um olhar sobre as obras de misericórdia espirituais pelo olhos de madre Angélica

Quando os católicos ouvem falar sobre as obras de misericórdia, podem pensar primeiro em alimentar os famintos, visitar os doentes ou vestir os nus. Essas obras de misericórdia corporais atendem às necessidades físicas dos outros, mas a Igreja também ensina que as pessoas têm necessidades espirituais que também devem ser atendidas.

As sete obras de misericórdia espirituais são: admoestar o pecador, ensinar o ignorante, aconselhar os que duvidam, consolar os que sofrem, suportar as ofensas com paciência, perdoar as injúrias e rezar pelos vivos e pelos mortos.

Poucas vozes católicas modernas abordaram essas realidades com tanta clareza quanto madre Angélica, fundadora da EWTN. Através de seu programa de televisão Madre Angélica ao Vivo ela exortou os católicos a viver o Evangelho no dia a dia.

Suas palavras oferecem uma visão prática de como viver essas obras de misericórdia hoje:

1. Admoestar o pecador

Admoestar o pecador significa ajudar alguém a reconhecer o pecado e voltar-se para Deus. Essa obra de misericórdia deve sempre ser feita com humildade e caridade, nunca com condenação.

Madre Angélica costumava lembrar aos telespectadores que a conversão está enraizada na misericórdia de Deus: “Deus sempre perdoa quando você está totalmente arrependido e deseja mudar. Ele perdoa… e nunca se cansa de perdoar. Nunca.”

Por causa da infinita misericórdia de Deus, nunca se deve hesitar em encorajar alguém a voltar para Ele e ajudá-lo a encontrar o amor de Deus, que leva ao arrependimento.

2. Ensinar os ignorantes

Ensinar os ignorantes é ensinar as verdades da fé àqueles que não as conhecem. Isso pode acontecer em salas de aula, paróquias, lares e conversas do dia a dia.

Madre Angélica costumava lembrar a seus ouvintes que toda pessoa tem uma profunda fome espiritual: “Todos têm fome de Deus. Todos precisam do Senhor. Uma enorme quantidade de pessoas não sabe que precisa de Deus — elas vão em todas as direções possíveis e, aonde quer que vão, continuam sentindo esse vazio, essa fome de Deus.”

Ensinar a fé — seja às crianças, aos amigos ou aos paroquianos — é, portanto, um ato de misericórdia. Ajuda a preencher a fome espiritual que só Deus pode satisfazer.

Madre Angélica também destacava que a instrução começa em casa.

“Não posso levar Cristo ao meu próximo e ao mundo se primeiro não o tiver dado à minha família”, dizia ela.

3. Aconselhar os que duvidam

Muitas pessoas lutam com dúvidas — sobre a fé, sobre decisões morais ou sobre seu lugar no plano de Deus. Aconselhar os que duvidam significa oferecer orientação, sabedoria e encorajamento.

Quando aconselhamos alguém que está incerto ou em busca de respostas, lembramos-lhe que Deus tem um propósito para a sua vida e deseja a sua santidade.

Madre Angélica costumava falar sobre a vocação e o plano únicos que Deus dá a cada pessoa.

“Deus designou para cada um de nós um certo grau de santidade. Para cada um. É como se ninguém mais existisse”, dizia ela.

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4. Consolar os que sofrem

O sofrimento atinge a vida de todos os seres humanos — através da dor, da doença, da decepção ou da solidão. Consolar os que sofrem significa estar presente para aqueles que sofrem e lembrá-los de que Cristo está com eles.

Madre Angélica falava abertamente sobre o sofrimento a partir de sua própria experiência com doenças e dificuldades.

Ela disse certa vez: “Às vezes, o meu pior dia — um dia cheio de dor e sofrimento — aos olhos de Deus é o meu melhor dia, se o tiver suportado com alegria e amor”.

Ao ajudar os outros a unir seu sofrimento ao de Cristo, oferecemos uma consolação mais profunda do que palavras. Às vezes, o maior consolo que podemos dar é simplesmente nossa presença e nossa oração.

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5. Suportar as ofensas com paciência

Esta obra de misericórdia espiritual nos chama a suportar ofensas, inconvenientes e injustiças sem amargura.

Madre Angélica explicou certa vez que nossas provações podem se tornar oportunidades para a santidade: “Jesus está lhe dando uma oportunidade tão grande de ser santo, mais santo do que todos os santos que já existiram, porque o mundo precisa tanto de vidas brilhantes, faróis para nos guiar”, disse ela.

Responder às dificuldades com paciência em vez de raiva permite que a luz de Cristo brilhe através de nós.

6. Perdoar as injúrias

O perdão é talvez a obra de misericórdia espiritual mais desafiadora. Quando alguém nos magoa profundamente, o ressentimento pode criar raízes em nossos corações, mas o Evangelho nos chama a perdoar como Deus nos perdoa.

Madre Angélica sempre falava sobre a necessidade de perdoar os outros.

“Temos que perdoar instantaneamente. Foi isso que o Senhor fez”, disse ela certa vez.

Em outra ocasião, ela disse: “Você não pode ir para o céu odiando alguém. Perdoe agora. Seja compassivo agora. Seja grato agora. Ame Jesus e Maria agora. Aceite a vontade de Deus agora”.

Quando perdoamos aos outros — mesmo quando é difícil — imitamos a misericórdia de Cristo.

7. Rezar pelos vivos e pelos mortos

A última obra espiritual de misericórdia é rezar pelos vivos e pelos mortos. Interceder pelos outros coloca as suas necessidades diante de Deus e as confia à sua misericórdia.

Madre Angélica costumava lembrar aos telespectadores que a oração não se trata de tentar manipular Deus, mas de nos entregarmos a Ele: “Deus não é uma máquina caça-níqueis. Não vamos a Deus para receber algo; vamos para dar algo”.

Por meio da oração, oferecemos nosso amor, nossa confiança e nossa preocupação pelos outros. A Igreja incentiva especialmente as orações pelos mortos, pedindo a Deus que os conduza à plenitude da vida eterna.

FONTE: ACI Digital