Como já era esperado, a 25ª Caminhada Penitencial em Campina Grande, atraiu um grande número de fiéis e superou as expectativas. Mas de 40 mil pessoas participaram da Caminhada, que tradicionalmente, acontece no Quinto Domingo da Quaresma.
Vindos de diversas cidades da Paraíba e de outros estados, os peregrinos começaram a se concentrar ainda nas primeiras horas do dia na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição.
Ali, participaram da celebração Eucarística que marcou o início da jornada, presidida pelo vigário geral e pároco da Catedral, padre Luciano Guedes.
Pontualmente às 6h, o bispo diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, uniu-se aos milhares de fiéis e deu início ao percurso penitencial.
Ao longo de aproximadamente oito quilômetros, passando pelas avenidas Floriano Peixoto e Manoel Tavares, e seguindo pela BR-104, os peregrinos seguiram em oração, cânticos e reflexões, em um verdadeiro testemunho público de fé.
Após cerca de duas horas e meia de caminhada, os fiéis chegaram ao Convento de Santo Antônio, Ipuarana, em Lagoa Seca, onde foi celebrada a Santa Missa de encerramento, presidida pelo bispo diocesano.
Inserida no contexto do quinto domingo da Quaresma, a caminhada se apresenta como um forte convite à conversão e à preparação espiritual para a Semana Santa, tempo em que a Igreja se volta de maneira mais intensa para os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.
Mais do que um percurso físico, a caminhada penitencial se reafirma como um itinerário interior, conduzindo os fiéis a uma experiência profunda de fé, esperança e renovação espiritual em preparação para a Páscoa.
Pregação
Na homilia proferida no convento, o bispo destacou Cristo como a Ressurreição e a Vida, a partir do Evangelho de Lázaro.
O bispo ressaltou que o sinal realizado por Jesus vai além de um milagre: revela o poder de Deus sobre a morte e responde, à luz da fé, às inquietações humanas diante do sofrimento.
“Indubitavelmente Lázaro morreu, já havia quatro dias, já putrefava, e o poder de Deus chamou-o à vida novamente. Um poder divino que foi questionado pelos judeus em Betânia: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” (Jo 11,37); um poder divino que é questionado por muitos, nos dias atuais, por aqueles que dizem: “Se Deus existe, qual o porquê da morte e do sofrimento?”, salientou o prelado.
Redação
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