A França aprovou na noite desta terça-feira (19) uma lei de imigração mais rigorosa após o governo de Emmanuel Macron e os conservadores chegarem a um acordo sobre o tema mais cedo. O projeto de lei foi votado na Assembleia Nacional do país com 349 votos a favor e 186 contra.
Um pouco antes o Senado também já havia aprovado a lei com 214 votos a favor 114 contra.
O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, comemorou a aprovação do que chamou de um texto “forte e firme”, que visa “melhorar a integração dos estrangeiros e expulsar os que cometem atos de delinquência”.
O texto aprovado nesta noite é fruto de um compromisso entre o partido do presidente Macron, que desde 2022 não tem maioria absoluta no Parlamento, e o partido conservador Os Republicanos (LR), que tem a maioria no Senado. As duas forças políticas divergiram sobre questões como o adiamento do acesso à ajuda social e à ajuda médica para os imigrantes, temas que serão discutidos em outro momento.
A nova lei estabelece critérios mais rigorosos para a concessão de asilo e a naturalização, e, como disse Darmanin, facilita a expulsão dos estrangeiros que cometem crimes ou infrações.
O projeto de lei também contou com os votos dos deputados do partido de direita Rassemblement National (RN), liderado por Marine Le Pen.
O líder do LR, Eric Ciotti, afirmou mais cedo que o texto era “claro, poderoso e corajoso” para a imigração, e defendeu que o modelo social francês deve ser menos “atrativo” para os estrangeiros, pois a França “não consegue assimilar tantas chegadas”. Ele também cobrou do governo que aplicasse rapidamente as medidas previstas na lei, e que o presidente promulgue o texto sem demora.
Após a aprovação, Ciotti disse
por meio de sua conta no X (antigo Twitter), que essa era uma “lei dos
Republicanos para combater a imigração em massa”.
“Esta vitória é histórica para a direita”, acrescentou ele.
A esquerda, por sua vez, criticou duramente o projeto de lei, que considera “xenófobo” e “contrário aos valores da França”. O primeiro-secretário do Partido Socialista francês, Olivier Faure, disse que o país vive um “momento terrível”, enquanto a líder do bloco socialista França Insubmissa (LFI), Mathilde Panot, classificou o texto como o “mais duro” da história sobre a imigração. (Com Agência EFE)
More Stories
No sexto dia de conflito, Israel lança onda de ataques contra Teerã
Apagão da internet no Irã já ultrapassa 120 horas
Turquia afirma que míssil do Irã foi destruído pelas defesas da Otan