A defesa da pizzaria La Favoritta, localizada em Pombal, no Sertão da Paraíba, voltou a se pronunciar na manhã desta sexta-feira (27) sobre o caso de intoxicação alimentar que envolveu mais de 90 pessoas após o consumo de pizzas no estabelecimento. O episódio ganhou repercussão nacional após a morte de uma mulher e dezenas de relatos de clientes que passaram mal.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o dono da pizzaria e suas advogada contestaram informações que classificaram como “prematuras” e “irresponsáveis” de laudos concluídos. É que na noite dessa quinta-feira (26), foi noticiada a detecção de bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli em amostras de alimentos coletados no local, com suspeita de contaminação por manipulação inadequada.
Segundo a defesa o resultado de um dos exames laboratoriais apresenta inconsistências. Eles afirmam não terem tido acesso formal ao laudo, apenas de forma extraoficial, quando o documento foi entregue à delegacia.
Outro ponto levantado é a falta de informações detalhadas sobre o local exato da coleta e as condições de armazenamento da amostra.
“A reportagem cita que é uma bactéria comumente encontrada em ferimentos, porém nossas pizzas são produzidas com a utilização de toucas e luvas, para serem manipuladas pela mão humana. Além disso, ao final da produção, a pizza é assada em um forno a temperaturas de 320 graus Celsius. As bactérias comuns de ferimentos morrem quase instantaneamente”, destacou a defesa.
Também foi questionado o armazenamento da amostra analisada. Conforme o laudo citado, o pedaço de pizza teria sido mantido em temperatura ambiente, sem controle adequado, após ter sido produzido na noite anterior. Para eles, isso comprometeria a validade do material, já que alimentos perecíveis podem sofrer proliferação de bactérias quando não refrigerados corretamente.
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