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Uma análise do discurso de Flávio na Convenção do PL

O PL lançou a candidatura de Flávio à Presidência. O discurso de Flávio teve três eixos principais. 1) O tom messiânico: Flávio afirmou que seu nome carrega “a esperança” de um país inteiro e que sua luta era “do bem contra o mal”. Apoiado na imagem de Jair Bolsonaro como um mártir da direita, Flávio, batendo no braço, disse que “aqui tem sangue de Bolsonaro” e que libertaria o país “do cativeiro”.

2) Ataques a Lula: Flávio atacou Lula em pontos como altos impostos, falta de poder de compra, insegurança pública, corrupção, ataque à liberdade de expressão e a valores tradicionais. E, citando Provérbios, afirmou que seria um governante “justo” que traria alegria ao povo.

3) O risco de uma juristocracia: Flávio sugeriu que a eleição de Lula levaria o Brasil para uma ditadura dado que haveria mais quatro indicações de ministros ao STF, consolidando de vez um consórcio do PT com o Tribunal.

Minha análise crítica. 1) O problema do tom messiânico: Apesar de esperado, o tom messiânico do bolsonarismo é uma lástima. Eles não aprendem! Em que ponto o governo de Jair Bolsonaro “salvou” o Brasil? Como pode Flávio vencer o mal ou libertar o Brasil do cativeiro? Falta de noção! Por que Flávio não diz logo: “eu quero devoção como meu pai”?

2) Acertos nos ataques a Lula: Depois de décadas de petismo, para boa parte da população, existe sim um saldo de terra arrasada na economia, segurança pública, endividamento das famílias e no padrão moral. Contudo, Flávio não é um “justo” que traz alegria, como dito em Provérbios. Que moral tem Flávio para falar de corrupção?

3) O real perigo de uma juristocracia: Flávio acertou em cheio quando mencionou o risco real de Lula aparelhar de vez o STF por décadas. Nos últimos anos, Lula só tem feito indicações ideológicas. Se eleito, Lula poderá indicar mais quatro. Um STF, com oito ministros diretamente indicados pelo PT, pode se tornar de vez a extensão do partido.

Anderson Paz

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