O secretário de Estado da Saúde, Ari Reis, fez uma defesa enfática do legado administrativo do ex-governador João Azevêdo e contestou, durante evento político realizado nesta quinta-feira (10), a reivindicação de autoria de programas estaduais por parte do ex-secretário Jhonny Bezerra.
É válido lembrar que o ex-secretário de Saúde Jhonny Bezerra está concorrendo ao cargo de deputado federal e passou a integrar o grupo de apoio ao candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena.
Ari criticou o que classificou como uma tentativa de Jhonny de trazer para si a criação de iniciativas implementadas pela administração estadual. Em tom duro, chegou a chamar o ex-secretário de “canalha”.
Ari fez questão de diferenciar a atuação de quem ocupa atualmente cargos na estrutura administrativa da responsabilidade pela concepção das políticas públicas. Segundo ele, estar à frente de uma secretaria não significa necessariamente ser o responsável pela criação dos programas executados pela pasta.
“Desculpem a sinceridade e a franqueza, mas têm coisas que precisam ser verbalizadas e ditas. Tem um secretário canalha, andando pela Paraíba, dizendo que criou programa A, programa B, programa C. Eu não tenho vergonha de dizer que eu sou e estou na gestão, mas eu não criei nenhum programa que nós temos aí. Eu tive a honra de ser nomeado e de participar com mais uma mão para colaborar com os projetos que nós temos. Mas eu também não tenho vergonha de dizer que todos os programas executados da nossa Saúde Pública foram desenhados a lápis e a caneta por João Azevedo”, afirmou o secretário.
Na avaliação de Ari, a concepção das principais iniciativas da saúde pública estadual ocorreu durante o governo João Azevêdo. Entre os programas citados estão o Opera Paraíba e o Paraíba Contra o Câncer, considerados pelo secretário exemplos de políticas estruturadas a partir de demandas identificadas pelo então governador.
Sobre o Opera Paraíba, Ari afirmou que o programa surgiu a partir da percepção de João Azevêdo sobre as necessidades apresentadas pela população. Já em relação ao atendimento oncológico, destacou a experiência pessoal do ex-governador com um caso de câncer na família como um dos elementos que contribuíram para a formulação do programa.
Segundo o secretário, o modelo adotado pelo Estado permitiu organizar o atendimento aos pacientes com câncer, estabelecendo prazos para diagnóstico e início do tratamento.
“Se nós temos todos os pacientes da fila do governo do Estado recebendo diagnóstico em trinta dias e tratamento em sessenta dias, é graças à caneta do ex-governador João Azevêdo, que criou lá atrás tudo isso”, afirmou.
Ari também destacou a participação do governador Lucas Ribeiro na construção das políticas de saúde. Segundo ele, Lucas acompanhou o processo desde a condição de vice-governador, participando das etapas de planejamento, implantação e aperfeiçoamento dos programas.
“Lucas Ribeiro viu de perto nascer todos os programas, participou da construção, do planejamento, da evolução e viu ali o programa crescer. E aprendeu a fazer e aprendeu a fazer bem feito. E agora está sendo melhorado” frisou.
Ao final da declaração, Ari reforçou a necessidade de preservar a memória sobre quem participou da formulação das políticas públicas e defendeu a continuidade das ações implantadas nos últimos anos.
“É isso que a gente precisa defender. A gente não pode voltar ao passado. E é preciso fazer justiça a esses nomes”, concluiu.
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