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Reta final da eleição tem novo imbróglio: partido pede ao TSE cancelamento da candidatura de André Gadelha ao Senado

O partido Democracia Cristã (DC-PB) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição na qual pede o indeferimento ou o cancelamento do registro da candidatura de André Gadelha (MDB) ao Senado Federal.

A iniciativa ocorre após a renúncia de Ivonete Ludgério, que ocupava a primeira suplência da chapa. Segundo o documento apresentado pelo DC, Ivonete formalizou a renúncia em 16 de setembro, após o encerramento do prazo legal para substituição de candidatos. O termo de renúncia teve firma reconhecida em cartório dois dias depois.

Na petição, o Democracia Cristã sustenta que o prazo para substituição de candidaturas nas eleições de 2026 terminou em 14 de setembro. Com isso, a legenda argumenta que não haveria mais possibilidade de indicação de uma nova suplente para ocupar a vaga deixada por Ivonete.

O partido afirma ainda que a situação teria deixado a chapa de André Gadelha com apenas um suplente registrado e questiona se, diante disso, o registro da candidatura ao Senado pode ser mantido.

Para fundamentar o pedido, o DC cita dispositivos da Lei das Eleições, da Constituição Federal e do Código Eleitoral relacionados aos prazos para substituição e à composição das chapas para o Senado.

A legenda também sustenta que a candidatura ao Senado deve estar acompanhada de dois suplentes. A Constituição estabelece que cada senador é eleito com dois suplentes, enquanto o Código Eleitoral prevê que o registro dos candidatos ao Senado deve ser realizado conjuntamente com o dos respectivos suplentes.

Com base nesses argumentos, o Democracia Cristã pede que o TSE reconheça a suposta irregularidade na composição da chapa e considere inviável a substituição da primeira suplente depois do encerramento do prazo legal.

Na sequência, o partido solicita o indeferimento ou cancelamento do registro da chapa majoritária, além da aplicação das consequências previstas na legislação eleitoral em relação aos votos. O DC também pediu a manifestação do Ministério Público Eleitoral sobre o caso.

A controvérsia surge a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, aumentando a pressão por uma definição sobre a situação do candidato e de sua chapa ao Senado.

Ivonete Ludgério, que deixou a suplência de André Gadelha, anunciou posteriormente apoio à candidatura de Nabor Wanderley ao Senado.

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Com PB Agora