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Na matemática eleitoral, suplente também soma

Em uma eleição para o Senado, o nome que aparece como suplente costuma ficar em segundo plano. O eleitor presta atenção ao candidato titular, enquanto os nomes que completam a chapa raramente recebem o mesmo espaço no debate. Mas, numa disputa estadual, em que cada voto precisa ser buscado município por município, o peso político de quem está ao lado do candidato não pode ser simplesmente ignorado.

O suplente não aparece apenas como uma formalidade exigida pela legislação eleitoral. Dependendo de quem ocupa essa posição, ele pode carregar consigo trajetória política, mandato, relações com lideranças e uma base eleitoral construída ao longo de anos. E é justamente aí que as chapas para o Senado na Paraíba apresentam diferenças.

Daniella Ribeiro, que integra a chapa de Nabor Wanderley, é um exemplo evidente desse tipo de composição. Além de ter trajetória eleitoral própria, exerce mandato de senadora, mantém presença política e construiu uma rede de relações e apoios ao longo dos anos.

Isso não significa que o eleitor vá necessariamente levar o suplente em consideração na hora de escolher o candidato ao Senado. Mas significa que, do ponto de vista da campanha, existe uma estrutura política que pode ser colocada a serviço da disputa.

Daniella, portanto, não chega à composição apenas como um nome formal. Sua trajetória política e sua atuação parlamentar fazem com que ela tenha relações próprias com lideranças e grupos políticos, além de uma experiência eleitoral que pode ser mobilizada durante a campanha.

Mas ela não é a única suplente com mandato.

Chico Mendes, que integra a chapa de João Azevêdo, também exerce mandato de deputado estadual e possui atuação política própria. Sua presença é especialmente associada à articulação com lideranças e bases políticas no interior do Estado.

Também nesse caso, o suplente traz para a chapa algo que vai além da função formal: experiência de mandato, relações políticas e uma estrutura de atuação construída antes mesmo da atual eleição.

A diferença é que cada um desses nomes possui uma trajetória, uma área de atuação e uma rede política próprias. O peso dessa estrutura, naturalmente, não é igual em todas as regiões nem se traduz automaticamente em votos.

Nas demais chapas, o cenário é diferente.

Há suplentes menos conhecidos do eleitorado e outros que, embora tenham alguma atuação política, apresentam menor movimentação pública ou uma presença mais restrita junto às bases.

Também houve mudanças recentes nas composições. Um exemplo é o caso de André Gadelha (MDB), que perdeu sua indicada originalmente para a primeira suplência na reta final da disputa. A alteração também modificou a composição política da chapa.

Tudo isso ajuda a entender por que a escolha do suplente pode ter uma dimensão que vai além da ordem dos nomes registrada na Justiça Eleitoral.

Em uma eleição para o Senado, na qual cada candidatura precisa construir uma votação estadual, um suplente politicamente ativo pode ajudar na articulação com prefeitos, vereadores, lideranças locais e grupos políticos. Pode participar de agendas, abrir portas e ampliar a presença da candidatura em determinadas regiões.

Mas há uma ressalva importante: ter mandato ou trajetória política não significa, automaticamente, transferir votos para o candidato titular. A transferência eleitoral depende de uma série de fatores: capacidade de mobilização, grau de conhecimento do eleitorado, força das alianças locais, presença nos municípios e, sobretudo, disposição do próprio grupo político em trabalhar pela candidatura.

É por isso que o suplente pode ser analisado como um ativo de campanha, mas não como uma garantia de votos.

Agora, a pergunta passa a ser: quanto esses suplentes estarão efetivamente presentes na campanha?

Porque uma coisa é ocupar a posição de suplente. Outra é transformar essa posição em atuação política concreta.

No fim, a matemática eleitoral também passa por aí.

Quantos dos suplentes estão percorrendo municípios? Quantos estão mobilizando lideranças? Quantos possuem uma rede política capaz de colocar a candidatura titular em lugares onde ela ainda não chegou?

É nesse movimento — e não apenas no nome que aparece formalmente na chapa — que será possível perceber o peso político de cada suplente na eleição para o Senado.

Se você não conhece, veja abaixo os candidatos ao Senado na Paraíba e seus suplentes

Candidato Partido 1º suplente 2º suplente
Adriano Trajano PCO Antônio Carlos Pereira Nara Souza
André Gadelha MDB X Junior Lira
Dr. Marcelo Queiroga PL Carol Morais Emir Candeia
João Azevêdo PSB Chico Mendes Roberto França
João Batista UP Josiane Soares Jipinho
Major Fábio Novo José Carneiro Pastor Jader Medeiros
Nabor Wanderley Republicanos Daniella Ribeiro Renato Feliciano
Rinaldo Júnior DC Eliu Nicácio Jamaika Suênia
Rosilene Santana UP Conceição Brito Laylla Michele
Veneziano Vital do Rêgo MDB Matheus Lucena Paulo Rebello

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