A Arábia Saudita condenou “energicamente” neste sábado (10) os planos de Israel de estender sua ofensiva militar a Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde mais de um milhão de palestinos estão amontoados, e pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para evitar uma “catástrofe humanitária iminente”.
“O Reino da Arábia Saudita adverte sobre as repercussões muito perigosas de atacar a cidade de Rafah, o último refúgio de centenas de milhares de civis deslocados pela brutal agressão israelense”, declarou um comunicado do Ministério das Relações Exteriores saudita.
A declaração também expressou a “rejeição categórica e a forte condenação do deslocamento forçado” dos habitantes do enclave diante da ofensiva israelense, e “pediu mais uma vez um cessar-fogo imediato”.
“Essa insistência em violar o direito internacional e o direito humanitário ressalta a necessidade de o Conselho de Segurança (da ONU) se reunir com urgência para impedir que Israel provoque uma catástrofe humanitária iminente, pela qual qualquer pessoa que apoie a agressão seria responsabilizada”, acrescentou.
Israel anunciou que já tem um plano para estender sua ofensiva militar a Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, na fronteira com o Egito, onde cerca de 1,7 milhão de pessoas estão aglomeradas, a maioria delas já evacuada de outras partes do enclave.
Tanto a ONU como os Estados Unidos expressaram preocupação com uma possível expansão da ofensiva israelense, com o Departamento de Estado americano alertando que uma operação militar no enclave sem planejamento adequado para a evacuação de civis seria “um desastre”.
A Arábia Saudita, que condiciona o estabelecimento de relações com Israel ao reconhecimento internacional de um Estado palestino nos territórios ocupados em 1967, convocou uma reunião “consultiva” sobre a Faixa de Gaza na quinta-feira com cinco países árabes, incluindo os mediadores, Egito e Catar, além da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Nessa reunião, os ministros das Relações Exteriores desses três países e da ANP, bem como dos Emirados Árabes e da Jordânia, pediram para “garantir a proteção dos civis” palestinos e enfatizaram que “a Faixa de Gaza é parte integrante do território palestino ocupado” em 1967.
More Stories
No sexto dia de conflito, Israel lança onda de ataques contra Teerã
Apagão da internet no Irã já ultrapassa 120 horas
Turquia afirma que míssil do Irã foi destruído pelas defesas da Otan