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Lula questiona exclusão de empresa ligada a Willer Tomaz de dados de Flávio

Ao TSE, Lula questionou a exclusão dos dados da Alcazar Holdings, do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado pela PF

Em meio ao desafio de sigilos enfrentado pelos candidatos ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no qual questiona a exclusão dos dados da Alcazar Holdings, do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL).

“Se, como afirma, nada tem a esconder, não há razão para que a conta da Alcazar fique fora das gavetas que ele mesmo propôs abrir. Quem não deve, não recorta”, disse Lula no documento.

Investigação da Polícia Federal (PF) sobre suposta lavagem de dinheiro de Willer Tomaz aponta que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar. Lula ressaltou que a companhia é uma offshore registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, e, por isso, pediu a abertura do sigilo.

Flávio topou o desafio de abrir os sigilos, mas em relação à Alcazar sustentou no processo que não é sócio, administrador ou beneficiário da empresa, por isso, não dispõe dos dados bancários e fiscais.

Transparência

No documento protocolado nesta quinta-feira (22/10), a defesa de Lula declarou aceitar a proposta de transparência “sem se opor a absolutamente nada”, mas condicionou o acordo ao cumprimento integral das exigências originais do desafio, sem exclusão de empresas ou investigados.Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela Alcântara

“Usuário master”

O impasse sobre a Alcazar Holdings e o perfil “usuário master” de Flávio é o principal ponto de divergência.

A petição de Lula pontua que o foco da transparência não é a participação societária, mas sim o fato de o senador ter figurado como “usuário master” da conta da Alcazar mantida no Banco Santander.

A peça destaca reportagens baseadas em investigações da PF, que encontraram no iCloud do advogado e-mails e documentos de abertura de conta apontando o senador como detentor desse acesso especial, perfil compartilhado exclusivamente com Willer Tomaz.

Citação a viagens em jato executivo

Para demonstrar a proximidade entre os envolvidos, a petição cita apurações que apontam o uso por Flávio Bolsonaro de um terço de um jato executivo Legacy 650 (matrícula PP-NLR), de propriedade da Alcazar Holdings, em voo dos Estados Unidos para Brasília em janeiro de 2025.

Também são ressaltados voos de jato executivo entre Portugal e França contratados pela Cathedral Holdings, outra empresa de Willer Tomaz.

A petição lembra que os registros da conta bancária da Alcazar motivaram o envio de apurações pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF), distribuídas ao ministro Alexandre de Moraes.

Quebra de sigilo

Para solucionar o impasse, Lula exige que o adversário apresente a autorização de quebra de sigilo da Alcazar Holdings e da subsidiária Alcazar Brasil Ltda.

Pelo critério defendido pela petição, quem não detém os dados diretamente deve providenciar a autorização assinada pelo titular — mesma exigência feita em relação a assessores e parceiros do próprio candidato petista.

“A entrega simultânea e integral da proposta formulada afastará qualquer discussão sobre quem deve abrir as gavetas primeiro. Se a Alcazar continuar de fora, o eleitor saberá de onde partiu a recusa”, conclui Lula.

Metrópoles

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FONTE: PB AGORA