O ditador venezuelano Nicolás Maduro apresentou durante o seu programa de TV, o “Con Maduro +”, transmitido na segunda-feira (22) pela estatal VTV, a cédula de votação disponibilizada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para as próximas eleições presidenciais, marcadas para 28 de julho, onde sua imagem é repetida 13 vezes.
A disposição das fotos de Maduro, que ocupa posições de destaque no topo e
na parte esquerda do documento, tem sido interpretada por alguns como uma
tentativa de manipulação visual em seu favor.
A cédula de votação, que apresenta cerca de 12 candidatos apoiados por diversos partidos, segue um padrão que remonta a década de 1990, mas a visibilidade de Maduro nela se tornou controversa desta vez, principalmente por causa da preocupação da oposição com possíveis fraudes do regime chavista na disputa que se aproxima.
O CNE, órgão que é controlado pelo chavismo, disse que a ordem das fotos na
cédula foi determinada pela votação obtida pelos partidos nas eleições
parlamentares de 2020, onde a oposição decidiu não participar após inúmeros indícios
de tentativa de fraudes e a coalizão de Maduro obteve uma vitória.
Durante seu programa de TV, Maduro defendeu a legalidade das repetições,
alegando que sua foto aparece 13 vezes porque sua candidatura conta com o apoio
de vários partidos políticos diferentes. Segundo o ditador, os seus adversários,
até os opositores de fato do regime, aparecem com menos frequência porque se “fragmentaram”.
O ditador chavista atribui a responsabilidade pelas imagens em menor número
de opositores à própria oposição, que, segundo ele, “não teria se organizado
suficientemente”.
As eleições presidenciais na Venezuela ocorrerão em um contexto onde a oposição aparece bastante enfraquecida e sem seus principais nomes, enquanto Maduro busca manter o poder que possui desde 2013.
O principal candidato opositor neste momento é Edmundo González Urrutia, que aceitou no último domingo (21) ser o representante da Plataforma Unitária Democrática (PUD), depois que a coalizão opositora perdeu sua vencedora das primárias, María Corina Machado, inabilitada pelo chavismo, e foi impedida de inscrever a professora Corina Yoris, indicada por Machado como sua substituta.
González deverá aparecer na lista como candidato de três partidos, após dois adicionais conseguirem listá-lo em suas vagas.
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