O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite desta quinta-feira (1º) um projeto para suspender o limite da dívida pública do país até 1º de janeiro de 2025, o que põe fim a semanas de receio sobre o que poderia ser o primeiro calote da história americana.
Na casa com pequena maioria do Partido Democrata (51 das cem cadeiras, contando os independentes que votam a favor do governo), legenda do presidente Joe Biden, a medida teve 63 votos favoráveis e 36 contrários. Antes, 11 emendas foram rejeitadas.
Na quarta-feira (31), a Câmara havia aprovado a medida, com 314 votos favoráveis e 117 contrários. Dessa forma, o projeto segue para sanção de Biden.
A proposta foi elaborada a partir de um acordo definido por Biden e pelo presidente da Câmara, o republicano Kevin McCarthy, e estabelece medidas como limitar gastos nos orçamentos de 2024 e 2025, retorno de recursos não utilizados das políticas de Covid-19 do governo federal e modificar requisitos de trabalho para beneficiários de programas de ajuda alimentar.
O Executivo americano só pode emitir dívida até o limite
estabelecido pelo Congresso, que tem o poder de suspender esse teto.
O limite atual é de US$ 31,4 trilhões, mas na sexta-feira (26) a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, havia alertado que não haveria recursos suficientes para cumprir todas as obrigações do governo se o Congresso não aumentasse ou suspendesse o limite da dívida até a próxima segunda-feira (5).
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