A Agência Bolivariana para Atividades Espaciais (ABAE), da Venezuela, e a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) assinaram uma declaração conjunta visando a cooperação em pesquisa espacial e a participação do país sul-americano no projeto da Estação Internacional de Pesquisa Lunar (EIIL), anunciou o governo venezuelano nesta segunda-feira.
Dessa forma, a Venezuela tornou-se o “primeiro país do continente americano a participar desse importante projeto”, disse a ministra de Ciência e Tecnologia venezuelana, Gabriela Jiménez, no Twitter.
“A parceria estratégica entre a Venezuela e a China transcende todas as áreas de cooperação e hoje constitui um reconhecimento dos esforços feitos pelo governo bolivariano em favor do desenvolvimento científico de nosso país”, afirmou.
Durante a reunião, Jiménez destacou que “todos os esforços de cooperação nesta nova etapa devem ser direcionados para a formação de talentos para a compreensão do espaço profundo”, de acordo com um comunicado de imprensa do Ministério de Ciência e Tecnologia da Venezuela.
A delegação chinesa, que inclui o secretário-geral da CNSA, Xu Hongliang, enfatizou que a cooperação é “fundamental” para “incentivar a pesquisa científica bilateral, o projeto e o desenvolvimento de sondas lunares, a viagem compartilhada de cargas científicas, experimentos científicos e técnicos, intercâmbio e análise de dados, educação e treinamento”.
Com o acordo, a Venezuela “disponibiliza sua infraestrutura de estação de controle terrestre de satélites para acompanhar, rastrear e controlar missões espaciais para enviar sondas à Lua”, acrescentou o Ministério.
No ano passado, a China anunciou a aprovação da quarta fase de seu programa de exploração lunar, que inclui a construção dessa base de exploração científica no polo sul do satélite, juntamente com a Rússia.
Pequim espera concluir a construção da estrutura básica da EIIL por volta de 2028, usando suas futuras sondas lunares Chang’e-6, 7 e 8, de acordo com cientistas do programa espacial chinês.
A estação, que está sendo desenvolvida pelas agências espaciais chinesa e russa, deverá entrar em operação em 2035.
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