Nesta quarta-feira (16), o Tribunal de Apelações do 5º Circuito dos Estados Unidos, sediado em Nova Orleans, determinou restrições ao acesso à pílula abortiva mifepristona. A decisão do tribunal proíbe prescrições do medicamento por meio de telemedicina e o envio dele pelos correios.
O tribunal não chegou a decidir pela retirada completa da pílula do mercado, como havia feito um tribunal inferior. A decisão do tribunal de apelações não terá aplicação por enquanto, pois aguarda uma decisão final da Suprema Corte americana sobre o caso. Portanto, mesmo com as novas restrições impostas pelo tribunal de apelações, a mifepristona segue disponível no mercado e sendo vendida conforme as regras anteriores.
A decisão do tribunal foi uma resposta a uma ação apresentada por quatro grupos pró-vida, liderados pela Alliance for Hippocratic Medicine, e quatro médicos americanos. Eles argumentam que a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, sigla em inglês) aprovou a mifepristona de forma inadequada em 2000 e não considerou adequadamente sua segurança, especialmente para uso por menores de idade.
“O 5º Circuito [tribunal de apelações] exigiu corretamente que a FDA fizesse seu trabalho e restaurasse salvaguardas cruciais para mulheres e meninas, incluindo o fim dos abortos ilegais por correio”, disse Erin Hawley, da Alliance Defending Freedom, e advogada dos grupos pró-vida.
A decisão emitida nesta quarta revogou ações da FDA que haviam facilitado o acesso ao medicamento abortivo ao longo dos últimos anos. Essas mudanças incluíam permitir que a droga fosse prescrita via telemedicina e enviada pelos correios, além de estender o prazo de uso para até dez semanas de gravidez.
More Stories
Suspeitos de aplicar golpes contra imigrantes são presos nos EUA
Irã apreende navios no Estreito de Ormuz após EUA suspenderem ataques
Irã apreende embarcações comerciais estrangeiras no Estreito de Ormuz