O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou neste
sábado (19) que o governo americano cancelou os vistos de cem funcionários
municipais da Nicarágua que colaboraram na repressão perpetrada pela ditadura
de Daniel Ortega.
Em comunicado, o departamento apontou que esses funcionários
“participaram de esforços para reprimir organizações da sociedade civil, fechar
espaços cívicos como o da Universidade Centro-Americana [UCA] e prender
injustamente indivíduos corajosos que apoiam uma sociedade civil livre,
incluindo o bispo Rolando Álvarez”.
O religioso mencionado pelo Departamento de Estado foi condenado em fevereiro a mais de 26 anos de prisão por “traição à pátria” pela ditadura da Nicarágua. Já a UCA teve seus bens desapropriados nesta semana e teve sua gestão assumida pelo regime sandinista, que mudou o nome da instituição para Universidade Nacional Casimiro Sotelo Montenegro.
A universidade jesuíta passou a ser perseguida pela ditadura de Ortega porque acolheu manifestantes feridos durante a repressão aos protestos por democracia de 2018.
No comunicado deste sábado, o Departamento de Estado americano
justificou que as restrições de vistos foram adotadas em conformidade com uma proclamação
presidencial que suspende a entrada nos Estados Unidos “como imigrantes e não
imigrantes” de pessoas responsáveis por políticas ou ações que ameacem a
democracia na Nicarágua.
“Continuaremos a trabalhar com a comunidade internacional para que haja responsabilização daqueles que ameaçam a democracia na Nicarágua e continuamos comprometidos em promover as liberdades fundamentais do povo nicaraguense e o respeito por seus direitos humanos”, apontou o departamento.
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