O serviço de segurança da Alemanha reúne centenas de policiais, nesta quinta-feira (23), em uma operação com o objetivo de revistar propriedades de membros e seguidores do Hamas, que residem no país, após uma proibição formal do governo de combate a qualquer atividade realizada em apoio ao grupo terrorista.
A Inteligência interna de Berlim estima que a milícia palestina tenha cerca de 450 membros atuantes no país. São relacionados ao número tanto simpatizantes das ideias como aqueles que fazem propaganda ou ajudam a financiar as ações terroristas.
Quando a proibição foi oficialmente divulgada, no dia 2 de novembro, o grupo Samidoun, responsável por organizar celebrações em Berlim após o ataque do Hamas em 7 de outubro no sul de Israel, foi dissolvido. A rede de “solidariedade aos prisioneiros palestinos” esteve por trás de uma ação na qual um grupo de pessoas distribuiu doces numa rua de Berlim em comemoração às atrocidades dos terroristas.
Segundo o jornal The Times of Israel, nesse mesmo dia, o grupo publicou um “calendário de resistência para a Palestina” em seu site, com links para eventos comemorativos em todo o mundo e um apelo a “todos os palestinos, árabes e apoiadores internacionais, pedindo que intensificassem sua organização e luta contra a “violência colonial sionista e a cumplicidade imperialista”.
“Continuamos a nossa missão consistente de combater islamistas radicais. Ao proibir o Hamas e Samidoun na Alemanha, enviamos um sinal claro de que não toleraremos qualquer glorificação ou apoio ao terror bárbaro do Hamas contra Israel”, disse a ministra do Interior alemã, Nancy Faeser.
Aproximadamente 15 propriedades foram investigadas em Berlim e nos estados da Baixa Saxônia, Renânia do Norte-Vestfália e Schleswig-Holstein.
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