A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparando os ataques de Israel ao grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza ao Holocausto, política de extermínio de judeus implementada pelo ditador alemão Adolf Hitler, repercutiu com força dentro do governo israelense.
Neste domingo (18), o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, declarou em sua conta no X (antigo Twitter) que acusar Israel de perpetrar um Holocausto é “ultrajante e repugnante”.
Gallant disse ainda que o Brasil tem apoiado Israel por anos. E que, agora, o presidente Lula apoia uma “organização terrorista genocida – o Hamas”. E com isso, “traz grande vergonha ao seu povo e viola os valores do mundo livre”.
Em Adis-Abeba, onde participou da 37ª Cúpula da União Africana, Lula disse que “o que está acontecendo na Faixa Gaza não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”.
A declaração foi feita após o presidente brasileiro criticar os países ricos que suspenderam o financiamento à Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês). O governo de Israel acusou 12 funcionários da agência de colaborar com o Hamas nos ataques de 7 de outubro e, indo na contramão de países como Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Canadá, Itália, Suíça, Holanda, Alemanha e Finlândia, o governo brasileiro informou que aumentará os aportes à agência.
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