O Barcelona sofreu outro baque no seu orgulho de ser “mais que um clube”.
Por sua situação financeira delicada, o clube não conseguiu inscrever para a segunda metade da temporada o meia Dani Olmo, que custou mais de R$ 300 milhões.
Isso acontece por que LALIGA, que organiza o Campeonato Espanhol, impõe um duro limite de gastos para os clubes que disputam a competição.
O Barcelona está autorizado a gastar com seu futebol pouco mais da metade do que é permitido para o Real Madrid.
E isso deixa claro que os dois clubes são separados por um abismo na parte administrativa.
Com um déficit de 91 milhões de euros (cerca de R$ 580 milhões) apenas na última temporada, o clube tem um dívida estratosférica.
Contando o financiamento da remodelação de seu estádio, o Barcelona tem uma dívida total de 2,484 bilhões de euros, ou R$ 15,8 bilhões pelo câmbio atual.
Para a temporada 2024/2025, o Barcelona prevê faturamento de 894 milhões de euros.
Isso significa que o clube precisa de 2,8 anos de receitas para quitar sua dívida.
Essa relação é uma das mais importantes para descobrir a saúde financeira de uma empresa, e também de um time de futebol.
No Brasil, entre os grandes, só dois times têm uma proporção pior do que a do gigante catalão.
Segundo o “Relatório Convocados”, elaborado anualmente pela consultoria de mesmo nome, em parceria com a Galapagos Capital e Outfield, com dados financeiros de 2023, só Botafogo e Cruzeiro precisam de mais tempo de receitas para pagar suas dívidas que o Barcelona.
O Botafogo precisaria de 3,7 anos de receitas para quitar seus débitos. O Cruzeiro vem logo atrás, com 3,5 anos.
Outros campeões brasileiros de endividamento necessitariam de menos tempo de faturamento que o Barcelona para saldar suas dívidas.
No caso do Atlético-MG, seriam 2,2 anos. No Corinthians, já incluindo a dívida do estádio, são precisos dois anos exatos de todas as receitas para zerar as dívidas.
O futuro do Barcelona é tenebroso.
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