No Dia Internacional da Mulher, a conta do Instagram do Supremo Tribunal Federal realizou publicações em colab com o grupo humorístico “Porta dos Fundos”. Uma das publicações foi um vídeo em que uma atriz começa saudando os “machos lindos”, enquanto ironiza comportamentos criminosos em “defesa da honra”.
O problema é que o STF, uma instituição que deveria preservar por uma imagem de isonomia, se associou a um grupo de humoristas conhecidos por opiniões políticas progressistas e controversas e uma postura agressiva contra setores religiosos e mais conservadores da sociedade.
No Brasil, querer o básico é muito! Além do já controverso comportamento público dos ministros, a mais alta instância da Corte de justiça do país se associou a um grupo que já criou polêmicas gravíssimas, como no caso do especial “A Primeira Tentação de Cristo”.
Ainda que o conteúdo possa ser aproveitável, a associação do STF com “Porta dos Fundos” revela que não existe preocupação alguma da instituição em comunicar imparcialidade em meio a uma grave polarização política. Essa postura contribui para um clima de divisão e de profunda desconfiança da instituição.
Uma antiga frase atribuída ao imperador romano Júlio César diz que: “A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita. A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. Quando a imagem institucional e o discurso de “imparcialidade” não dizem a mesma coisa, o resultado é profunda desconfiança.
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