Empresário com boa relação e trânsito livre com a direção do Barcelona há quase três décadas, André Cury concedeu entrevista ao GE e falou sobre a meteórica passagem de Ronaldinho Gaúcho pelo Camp Nou.
O agente conta ter participado da negociação da ida do astro ao clube espanhol, mas também explicou quais foram os motivos pelos quais o “Bruxo” deixou o Barça em meados de 2008, sem ter trabalhado com Pep Guardiola, que viria a montar um supertime marcado por Xavi, Iniesta e Messi.
“Não foi por causa do Messi que ele saiu. Inclusive, ele ajudou a lançar o Messi. Na época, quando entrou o Guardiola, que vinha do time B, era um treinador desconhecido, não queria mais os caras. Nem ele, nem o Deco. O único que conseguiu ficar foi o Eto’o, porque também não conseguiu fazer um negócio”, iniciou.
“Fez um time novo, sustentado pelo Iniesta e pelo Xavi, que já estavam lá, mas não eram super titulares absolutos, mas com o Messi montou-se esse time novo. A gente nesse ano também contratou o Henrique, que depois jogou a Copa do Mundo aqui em 14, mas foi emprestado para o Bayer Leverkusen”.
Ainda a respeito daquele grande time do Barcelona, André Cury revelou que Hernanes, que havia sido bicampeão brasileiro com o São Paulo em 2007 e 2008, tinha despertado interesse do time espanhol e poderia ter sido peça daquela equipe histórica.
“Na verdade, a gente ia contratar o Hernanes. Na época o São Paulo mudou a multa dele. Ele era muito são-paulino e falou que não ia discutir”, lamentou.
“Eu acho que foi um erro dele, de carreira. A gente respeitou e ele continuou no São Paulo. Depois de dois anos ou três, foi para a Lazio, mas perdeu de jogar naquele super time. E o Hernanes era muito vistoso, jogava com as duas pernas, ia se dar muito bem naquele time”, finalizou.
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