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Causa de beatificação de Elupina Cordeiro é aberta na República Dominicana

A diocese de San Pedro de Macorís, República Dominicana, anunciou a abertura oficial da causa de beatificação e canonização de Elupina Cordero, uma leiga que ficou cega aos 12 anos e que ajudou os mais necessitados por décadas.

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa na quarta-feira (11) na diocese de San Pedro de Macorís, com a participação do bispo local, Santiago Rodríguez, e membros das diversas comissões da causa.

Na coletiva de imprensa, foi lido o documento de “não objeção” do Dicastério para as Causas dos Santos, datado de 26 de janeiro, que autoriza formalmente o início do processo.

 

A Capela de Santa Teresa de Jesus, fundada por Elupina Cordero. Crédito: Diocese de San Pedro de Macorís. Crédito: Diocese de San Pedro de Macorís.
A Capela de Santa Teresa de Jesus, fundada por Elupina Cordero. Crédito: Diocese de San Pedro de Macorís. Crédito: Diocese de San Pedro de Macorís.

Nesta fase, serão coletados documentos, escritos e testemunhos de pessoas que conheceram Elupina Cordero para demonstrar que ela viveu as virtudes cristãs de forma heroica. A documentação será enviada a Roma.

Os fiéis são convidados a participar da missa solene no sábado (21), que marcará a abertura da causa e será celebrada pelo bispo Rodríguez na Catedral de São Pedro Apóstolo, segundo comunicado da Secretaria Pastoral de San Pedro de Macorís.

Quem foi Elupina Cordero?

Elupina Cordero, conhecida por muitos devotos como “santa Elupina”, nasceu em 1º de dezembro de 1892, em Sabana de la Mar, República Dominicana. Ficou órfã aos sete anos e ficou cega, sem sofrer de nenhuma doença, antes de completar 12 anos.

Em seu pequeno quarto, ela se dedicava a pregar, a atender e a curar os doentes com remédios caseiros, e muitos dos que a conheceram ou a ouviram atribuíam-lhe o poder de cura, ao colocar as mãos na área afetada.

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O túmulo de Elupina Cordero. Crédito: Diocese de San Pedro de Macorís.
O túmulo de Elupina Cordero. Crédito: Diocese de San Pedro de Macorís.

“Ela se tornou a alma de seu povo, e pessoas vinham de todos os lugares em busca de saúde para o corpo e a alma”, diz o comunicado de San Pedro de Macorís.

Ela fundou a Capela de Santa Teresa de Jesus e um orfanato que hoje funciona como escola. Elupina ditava todos os seus pensamentos e reflexões espirituais, que foram escritos em livros como Caminhos de Luz, uma compilação do padre carmelita Daniel Guerra Sancho, e Elupina Cordero, Alma de Apóstola, uma obra biográfica escrita pelo mesmo padre.

Entre seus pensamentos mais memoráveis ​​estão: “Deus acima de tudo e diante de Deus nada”, “A oração é a força da alma e a luz do coração” e “O amor é o remédio mais poderoso para a alma e o corpo”.

 

Lápide de Elupina Cordero. Crédito: Diocese de San Pedro de Macorís.
Lápide de Elupina Cordero. Crédito: Diocese de San Pedro de Macorís.

A diocese de San Pedro de Macorís diz que Elupina foi “perseguida e humilhada por diversos setores, mas sempre teve Deus como seu defensor. Depois de 47 anos de dedicação absoluta e heroica à obra de Deus, morreu em paz no dia 4 de junho de 1939”.

Todos os anos, nessa data, muitos dominicanos fazem uma peregrinação até seu túmulo para se colocarem sob sua proteção ou para pedir sua intercessão por algum favor.

FONTE: ACI Digital