A partir das cinco da tarde no horário local, meio-dia em Brasília, desta segunda-feira, o número de passageiros em voos de saída foi reduzido de 120 para 50 por aeronave. Diversas decolagens já foram canceladas para atender à nova regra.
De acordo com a imprensa israelense, não há restrições quanto ao número de passageiros permitidos em voos de chegada, mas o número de decolagens e pousos no Aeroporto Ben Gurion será limitado a um a cada hora.
Diante da situação, companhias aéreas da região pediram a transferência de voos para outras cidades e passaram a oferecer mais opções partindo de aeroportos no Egito e na Jordânia.
O aeroporto de Tel Aviv mantém um aviso de que as atividades normais só serão retomadas após a aprovação do governo de Israel e que diversos serviços internos aos passageiros estão fechados.
O governo brasileiro renovou o alerta consular sobre o espaço aéreo no Oriente Médio. Atualmente, cerca de 70 mil brasileiros vivem em países da região, além de outros 8 mil que estavam de passagem no início dos conflitos.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, mais de 10 mil assentos já foram disponibilizados, desde o início de março, em voos partindo de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Mesmo com frequência diária, três voos foram cancelados na semana passada por motivos de segurança. A companhia Emirates restringiu para um total de três voos a rota para o Rio de Janeiro nesta semana.
Já a partir de Doha, cerca de 450 brasileiros deixaram o Catar por via aérea.
Os espaços aéreos de Arábia Saudita, Jordânia, Omã e Líbano seguem parcialmente abertos.
No Bahrein e no Kuwait, o espaço aéreo permanece fechado.
Na semana passada, uma operação terrestre organizada pelo governo brasileiro, com apoio da embaixada no Bahrein, levou sete brasileiros até a Arábia Saudita.
Uma nova operação de saída por terra do Kuwait está prevista para esta terça-feira.
More Stories
Irã apreende navios no Estreito de Ormuz após EUA suspenderem ataques
Irã apreende embarcações comerciais estrangeiras no Estreito de Ormuz
Fechamento do Estreito de Ormuz afeta fornecimento de fertilizantes