O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que os 30 partidos que disputarão as eleições de outubro vão dividir R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral.
Entre todas as siglas, o PL foi o partido que ficou com a maior fatia dos recursos públicos destinados às campanhas. A legenda receberá R$ 881 milhões, o equivalente a cerca de 18% de todo o fundo.
O valor destinado ao PL supera em R$ 266 milhões o montante que será repassado ao PT, segundo partido com maior participação no fundo. Os petistas terão direito a R$ 615 milhões para financiar suas campanhas eleitorais.
Na terceira posição aparece o União Brasil, que receberá R$ 526 milhões. Juntos, PL, PT e União Brasil concentrarão aproximadamente 40% de todos os recursos distribuídos pelo Fundo Eleitoral.
A divisão dos valores segue critérios definidos pela legislação eleitoral. Do total, 2% são distribuídos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE. Os demais recursos são repartidos de acordo com o desempenho das legendas nas eleições para a Câmara dos Deputados e com o tamanho de suas bancadas na Câmara e no Senado.
Criado em 2017 pelo Congresso Nacional, o Fundo Eleitoral passou a ser a principal fonte pública de financiamento das campanhas após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir, em 2015, as doações eleitorais feitas por empresas privadas.
Além dos recursos do Fundo Eleitoral, os partidos também recebem anualmente verbas do Fundo Partidário, destinadas à manutenção de suas atividades administrativas e partidárias.
Redação
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