O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que o partido não pretende punir a suplente de deputada estadual Rafaela Camaraense por manter o apoio ao projeto de reeleição do governador Lucas Ribeiro (Progressistas), mesmo após o rompimento do PDT com o grupo governista na Paraíba.
Em entrevista à imprensa paraibana ainda ontem, segunda-feira (17), Lupi disse que Rafaela já havia deixado clara sua posição e que o partido irá respeitar sua decisão.
O PDT esperava indicar Rafaela para a vaga de vice-governadora na chapa de Lucas, mas o governador optou pela ex-vice-governadora Lígia Feliciano (União Brasil). Após a definição, o partido rompeu com o grupo governista e anunciou apoio à candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba.
Segundo Lupi, a posição de Rafaela não é uma surpresa para o partido. “Rafaela sempre avisou que tinha compromisso com o Governo, era secretária de Estado, e eu tenho que respeitar o compromisso dela”, afirmou.
O dirigente também sinalizou que a legenda pretende preservar a relação com Rafaela e descartou qualquer medida punitiva. “Vejo um futuro promissor dela no PDT e vamos respeitar a decisão”, declarou.
Na prática, a eleição mostra que o CNPJ do partido pode apontar para um lado, enquanto o CPF da liderança segue por outro. E é justamente nessas exceções que surgem as alianças mais inusitadas e os movimentos capazes de redesenhar o cenário político paraibano.
Redação
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