O ex-governador da Paraíba e senador eleito João Azevêdo (PSB) criticou a postura de políticos que evitam declarar publicamente suas preferências eleitorais no segundo turno da disputa presidencial. Quando questionado sobre o posicionamento que teria sido pouco enfático de Leo Bezerra em relação à disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), João defendeu que lideranças políticas precisam assumir posições claras diante do eleitorado.
O senador eleito ainda afirmou que não costuma avaliar as escolhas de terceiros, mas ressaltou que considera um equívoco evitar manifestações públicas em uma eleição presidencial.
“Quem é político e quem pretende ser líder não pode ficar em cima do muro. Não existe possibilidade nenhuma de alguém numa eleição presidencial como essa se colocar na condição de isento e dizer: ‘Não, eu não quero opinar’”, declarou.
Para João, quem exerce uma função pública e reúne pessoas que acompanham sua atuação administrativa e política precisa deixar claras suas convicções. João também rejeitou o argumento de que declarar voto possa provocar prejuízos políticos ou administrativos.
“Eu acho que é um equívoco não declarar o seu posicionamento”, afirmou.
Ao ampliar a crítica, João Azevêdo também abordou a postura de parlamentares que ainda não se pronunciaram de maneira clara sobre o segundo turno. O ex-governador destacou que seu apoio a Lula não surgiu apenas com a atual disputa eleitoral, mas foi manifestado antes mesmo de o petista se tornar candidato, em 2018.
Segundo João, tornar pública uma posição política permite que a população conheça as convicções de seus representantes, mesmo quando há divergências entre eles e parte do eleitorado.
“Você não pode, de certa forma, tentar se proteger”, disse.
Na avaliação do senador eleito, o receio de consequências políticas ou administrativas não deve servir de justificativa para evitar o posicionamento. “Quem entra na política tem que mostrar a cara”, concluiu.
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