O prefeito Leo Bezerra apresentou, nesta sexta-feira (6), duas medidas para promover o desenvolvimento do Centro Histórico de João Pessoa. Durante solenidade no Sebrae-PB, na Avenida Epitácio Pessoa, o gestor lançou uma ferramenta de geoprocessamento que orienta investimentos na região, permitindo a consulta de imóveis, indicação de negócios e análise de potencial. A outra medida é um Projeto de Lei encaminhado à Câmara Municipal, que prevê alterações no Potencial Construtivo do Centro voltadas para a habitação.
“Trata-se de uma ferramenta que chega para ajudar ainda mais o nosso Centro Histórico, uma área na qual temos investido muito por meio de diversas parcerias e continuaremos investindo cada vez mais. Inclusive, estamos encaminhando para a Câmara um projeto de lei para dobrar o potencial construtivo para quem reverter esse potencial em habitação. Vamos encaminhar nos próximos dias — acredito que hoje mesmo — e pedir celeridade. O Centro Histórico é uma pauta primordial na nossa gestão, assim como a habitação”, afirmou o prefeito.
Plataforma – Em relação à plataforma de geoprocessamento, o secretário de Preservação, Revitalização e Inovação do Centro Histórico (Inovacentro), Thiago Lucena, apresentou a ferramenta como uma espécie de bússola para auxiliar quem deseja se instalar na região central. A plataforma conta com 10 tópicos principais, que abrangem desde o potencial econômico de todo o perímetro até as atividades existentes e as oportunidades de empreendedorismo.
O secretário adiantou que esta é apenas a primeira versão do modelo, oferecido de forma gratuita, e que ele será expandido para oferecer um diagnóstico ainda mais preciso aos eventuais investidores. “Existem empresas que cobram de R$ 600 a mais de R$ 1 mil para fazer o que a Prefeitura está oferecendo gratuitamente. Esta é uma primeira versão e ainda teremos muito mais informações na plataforma, mas o mercado costuma cobrar caro por esses dados”, destacou o secretário, que exemplificou um tipo de consulta:
“Se eu pesquisar pela Avenida Duque de Caxias, a ferramenta me mostrará os negócios existentes na via. No lote 349, quadra 132, por exemplo, ela apresenta um levantamento por atividade que indica de que maneira o meu negócio pode ser mais ou menos competitivo”, explicou.
Projeto de Lei – Sobre o Projeto de Lei de Transferência do Potencial Construtivo Habitacional, a proposta visa ao aproveitamento econômico com foco no estímulo à recuperação de imóveis degradados e à ocupação habitacional do Centro Histórico. Na prática, a medida permite aos proprietários de imóveis históricos ou com restrições construtivas transferir esse potencial para áreas da cidade aptas à verticalização.
Aprovação de entidades – As duas medidas foram bem recebidas por entidades como o Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), representadas na solenidade por seus respectivos presidentes.
“Vimos o exemplo de um imóvel de 2.700 metros quadrados lá no Centro que pode se transformar em 3.700 metros quadrados na Avenida Umbuzeiro, em Manaíra. Isso quebra paradigmas e convicções que tínhamos de que a desvalorização do Centro representaria pouco, mas é o contrário. Você consegue ter uma área de compensação na praia superior ao potencial construtivo adquirido aqui. Nosso Centro Histórico é um dos mais antigos do Brasil e precisa desse olhar que a Prefeitura está dando”, afirmou Ozaes Mangueira, presidente do Sinduscon-JP.
Nivaldo Vilar, presidente da CDL, também elogiou a ferramenta de geoprocessamento de dados e concordou com a alteração na lei do Potencial Construtivo para adequar a legislação à realidade de futuras instalações na região central da Capital.
“Tudo o que o empresário precisa saber sobre o Centro Histórico está aqui. Quando o secretário Thiago Lucena falou sobre restaurantes, por exemplo, há uma ideia de transformar a Rua General Osório em um polo gastronômico. No entanto, para um restaurante de grande porte se instalar em um prédio antigo, é preciso fazer intervenções, como instalar uma cozinha industrial e uma chaminé, o que hoje não é permitido. Por isso, a alteração na lei é fundamental”, pontuou Vilar.
Acompanhe o PB Agora nas redes:
More Stories
Apenas um trecho de praia da Paraíba está impróprio para banho neste fim de semana
Areia recebe carreta de saúde com oferta de tomografias pelo SUS
Michelle Bolsonaro deixará o PL?