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“Se o PT não me quer como candidato, como vou conviver com ele?”, questiona Cícero sobre relação com o partido e apoio a Lula

O prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena (MDB), subiu o tom nesta terça-feira (17), ao falar sobre as articulações políticas para as eleições de 2026. Durante entrevista à rádio Correio 98 FM, o gestor comentou a relação com o Partido dos Trabalhadores (PT) e voltou a mencionar a necessidade de reciprocidade para seguir com a aliança.

“É natural que eu não posso estar onde não me querem. Se o partido do PT não me quer como candidato, como é que eu vou conviver com ele? Isso é um processo da política, é um processo natural”, afirmou o prefeito.

Na oportunidade, o gestor foi claro e enfatizou que não pretende forçar uma relação onde não há receptividade.

Apesar do posicionamento, Cícero reforçou que seu projeto para a Paraíba está acima de siglas e que aceita o apoio de qualquer liderança política, inclusive de petistas, desde que o foco seja o trabalho e a experiência.

Ao falar sobre sua preparação para governar o Estado, ele destacou que sua trajetória o credencia a tomar as decisões por conta própria, sem influência de familiares de aliados, fazendo referência direta à influência do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) sobre o sobrinho, o vice-governador e pré-candidato ao Governo, Lucas Ribeiro (PP).

“Quem vai governar a Paraíba, se Deus permitir ganhar, sou eu. Não vou terceirizar para tio, não vou terceirizar para ninguém. Sou eu que vou fazer, porque a minha experiência permite isso”, disparou.

Mesmo citando a centralização das decisões administrativas, o prefeito da capital ressaltou que sempre manteve o hábito de ouvir opiniões e consultar técnicos e aliados experientes.

“Obviamente, um processo que eu sempre pratiquei, de ouvir as opiniões, de consultar aqueles que tenham mais conhecimento em determinado setor. Agora quem vai governar com a fé que eu tenho em Deus, será eu e não terceiros”, concluiu.

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Com PB Agora