Já ouvistes falar da lei da semeadura e da colheita?
Pois bem: o Brasil entrou no tempo da colheita. E ela é amarga.
Durante décadas, plantamos sementes ruins. Toleramos corrupção, convivemos com a impunidade, premiamos incompetentes, relativizamos valores e passamos a aceitar como “normal” aquilo que deveria causar indignação.
Agora, a conta chegou. E chegou pesada!
A deterioração não escolhe lado. Alcança Executivo, Legislativo e Judiciário, atravessa partidos e ideologias e chega também ao cidadão comum. Seria hipocrisia culpar apenas Brasília por aquilo que, como sociedade, ajudamos a tolerar.
O resultado está diante dos nossos olhos: famílias fragilizadas, educação deficiente, violência, insegurança, infraestrutura precária, saúde sobrecarregada e crescente descrédito nas instituições.
Não chegamos aqui por acidente. O Brasil de hoje foi sendo construído ontem.
Cada silêncio diante do errado foi uma semente. Cada corrupção tolerada, cada voto irresponsável, cada impunidade aceita e cada vez que chamamos o errado de certo porque favorecia “o nosso lado”.
E agora reclamamos da colheita?
Não adianta apenas trocar personagens e preservar os mesmos vícios. Mudar nomes sem mudar princípios é trocar os atores e manter o mesmo roteiro.
O problema brasileiro não mora somente nos palácios, no Congresso ou nos tribunais.
Ele também mora em nós.
Se queremos um Brasil diferente, teremos de plantar diferente.
Porque quem planta vento não pode reclamar quando a tempestade chega.
A conta chegou. E o Brasil está pagando caro.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
Acompanhe o PB Agora nas redes:
More Stories
PISA 2025: um alerta para nossos jovens
Prefeitura de JP e TRE-PB firmam acordo para reforçar segurança nas Eleições 2026
Governo da Paraíba cria grupo para preparar ações diante dos efeitos do El Niño