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Cabo critica postura do ministro Dino no STF: “Ele age de forma politiqueira”

Ao analisar ontem (10),  as consequências da ‘Operação Make Up” promovida pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades no uso de emendas parlamentares e possíveis relações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme Dark Horse, longa-metragem que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que autorizou a operação e questionou os motivos que levaram à deflagração da ação.

Cabo afirmou que não haveria fatos novos que justificassem a medida e defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas independentemente do partido dos envolvidos. “Ele age de forma politiqueira, não tem nenhum fato novo. Pegou um inquérito com relação às emendas parlamentares que não tem nada de crime até então. Deixo claro que quero que investigue a todos, de todos os partidos, mas essa decisão foi apenas uma cortina de fumaça para ajudar o ‘descondenado’ Lula, de quem ele é aliado, e tirar a questão de (Alexandre de) Moraes do colo de Lula”, disse o deputado.

Entenda a operação – A operação apura uma suposta organização que teria direcionado recursos públicos de forma irregular, uma vez que parte do valor total (R$ 2 milhões) destinado à produção do filme não teria comprovação de utilização por meio de notas fiscais apresentadas pela produtora. Entre as suspeitas estão os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e crimes licitatórios.

A investigação sobre os recursos aplicados no longa-metragem é um desdobramento da Operação Compliance Zero que investiga Vorcaro e o Banco Master, considerando que, há quatro meses, foram divulgadas conversas entre o ex-banqueiro e o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas quais o parlamentar teria pedido dinheiro para a produção do filme.

Redação

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