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Policial Caio acusa Cabo Gilberto de monopolizar a direita na PB: “Ele tem um gabinete do ódio”

O policial federal Caio Márcio Ângelo de Souza, conhecido como Caio da Federal, fez duras críticas ao deputado federal Cabo Gilberto Silva durante entrevista concedida ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM, na tarde desta quinta-feira (17). Hoje candidato a deputado federal pelo Republicanos, Caio afirmou que o parlamentar estaria concentrando apoios e dificultando o surgimento de novas lideranças ligadas à direita e ao bolsonarismo na Paraíba.

Durante a entrevista, Caio relatou que sua relação política com o grupo de Cabo Gilberto se deteriorou após a eleição de 2024. Segundo ele, havia um entendimento para que seu nome integrasse a nominata do PL, mas ele teria descoberto pela imprensa que não seria candidato pela legenda.

“Quem mudou realmente foram as pessoas que estão querendo enganar você, dizendo que a direita só tem ele”, afirmou Caio, ao explicar sua saída do PL e a decisão de disputar a eleição por outra legenda.

O policial também afirmou que teria sido prejudicado politicamente por fazer críticas ao desempenho parlamentar de Cabo Gilberto. Na avaliação de Caio, o deputado teria apresentado poucos resultados concretos durante o mandato.

“Em quatro anos não tem um projeto”, declarou, acrescentando que, na sua avaliação, a atuação do parlamentar estaria excessivamente concentrada em discursos contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes e em manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Caio também acusou Cabo Gilberto de tentar concentrar em torno de si o acesso de candidatos paraibanos à família Bolsonaro. Segundo ele, essa estratégia acabaria limitando o espaço de outras lideranças que pretendem disputar eleições pelo campo da direita.

“Ele força”, afirmou Caio, ao comentar a forma como o deputado, segundo seu relato, atua na organização de eventos ligados à direita.

O policial federal também fez uma acusação mais grave ao afirmar que Cabo Gilberto teria um suposto “gabinete do ódio” na Paraíba. De acordo com Caio, haveria pessoas atuando em grupos de WhatsApp para divulgar críticas e informações que ele considera falsas sobre adversários políticos.

“O Cabo tem um gabinete do ódio que funciona aí. Tem um escritório que funciona com algumas dezenas de pessoas que ficam nos grupos do WhatsApp disseminando mentiras”, declarou.

A afirmação, entretanto, foi feita por Caio durante a entrevista e não foi acompanhada, no trecho apresentado, de provas que comprovem a existência ou a atuação de uma estrutura com essa finalidade.

Ao longo da entrevista, Caio apresentou sua saída do PL como consequência de uma disputa interna pelo espaço político da direita paraibana. Ele afirmou que outras pessoas também teriam sido afastadas do grupo e citou o professor Rodrigo Lima como exemplo de liderança que, segundo ele, teria sido prejudicada.

Caio também questionou a atuação de Cabo Gilberto como parlamentar e pediu que os eleitores comparem as promessas feitas durante a campanha com os resultados apresentados ao longo do mandato.

“A sociedade tem que avaliar isso. Veja o que ele prometeu e o que ele cumpriu”, disse.

Apesar das críticas, Caio afirmou que continua se identificando como bolsonarista e de direita, mas defendeu uma atuação política baseada em propostas e resultados.

“Eu sou de direita e sou bolsonarista. Agora, eu não sou… O meu projeto não é ‘fora Lula, fora Xandão e viva Bolsonaro’. Eu quero que o Brasil e a Paraíba sejam melhores”, declarou.

O policial também afirmou que pretende apresentar propostas próprias caso seja eleito e disse que não pretende construir sua candidatura apenas a partir da proximidade com lideranças nacionais.

“Eu não tento fazer minha campanha me apegando ao prestígio de ninguém. Eu tento apresentar minhas propostas e fazer a diferença”, afirmou.

Caio foi candidato a deputado federal em 2022, quando obteve cerca de 7 mil votos, e posteriormente disputou uma vaga de vereador em 2024.

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