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TJ-PB adia julgamento sobre retorno de Edvaldo Neto à Prefeitura de Cabedelo após pedido de vista

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) adiou novamente, nesta quarta-feira (16), o julgamento que analisa a possibilidade de Edvaldo Neto (Avante) retornar ao cargo de prefeito de Cabedelo. A sessão foi interrompida após pedido de vista do desembargador Aluízio Bezerra.

Antes da suspensão do julgamento, as defesas de Edvaldo Neto e dos empresários Aldecir Monteiro da Silva e Luciano Júnior da Silva, proprietários do grupo Lemon, questionaram a competência da Justiça comum para analisar o caso.

O relator rejeitou a preliminar apresentada pelas defesas. O entendimento foi acompanhado pelos desembargadores Oswaldo Trigueiro, Anna Carla Lopes, João Batista Barbosa, Túlia Neves e Wolfram da Cunha Ramos.

Com o pedido de vista, a análise do caso fica novamente adiada, sem uma nova decisão sobre o retorno de Edvaldo Neto ao comando da Prefeitura de Cabedelo nesta quarta-feira.

Entenda o caso

Edvaldo Neto foi afastado do cargo no âmbito da Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de envolvimento de agentes públicos e empresários em um esquema que teria relação com fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível utilização de estruturas da administração municipal em benefício de organização criminosa.

Segundo as investigações, empresas fornecedoras de mão de obra teriam sido utilizadas em contratos com a Prefeitura de Cabedelo e haveria suspeitas de vínculos com integrantes de uma organização criminosa.

A apuração também aponta para uma suposta articulação envolvendo agentes políticos, empresários e integrantes de organização criminosa, com contratos públicos que, segundo a investigação, poderiam movimentar até R$ 270 milhões.

As acusações ainda são objeto de investigação e análise judicial, e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência.

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Com PB Agora